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O
índice de criminalidade no comércio da Vila Olímpia, na zona
sul de São Paulo, diminuiu nos últimos três meses, após a
implantação da primeira fase de um projeto de segurança audacioso,
desenvolvido especialmente para a região pelo Movimento Colméia,
uma Ong (organização não-governamental) formada por moradores
e empresários do bairro. Com previsão de investimento da ordem
de R$ 1 milhão, o sistema será implantado na sua totalidade
em um período de dois anos.
Segundo
Cezar Frazatto, coordenador do projeto de segurança do Movimento
Colméia, desde dezembro não foram notificados no distrito
policial da Vila Olímpia invasões em condomínios comerciais
praticadas por quadrilhas armadas. "Crimes dessa natureza,
aconteciam no bairro de três a quatro vezes por mês", afirma.
O
projeto de segurança envolve cem estabelecimentos comerciais
e de serviços, associados à Ong, entre restaurantes, magazines,
agências bancárias, condomínios comerciais e empresariais.
Todos ficam situados no polígono em torno da Avenida dos Bandeirantes,
Marginal do Rio Pinheiros, Avenidas Juscelino Kubitscheck
e Brigadeiro Faria Lima.
Nessa
primeira etapa da implantação do sistema, já foram desembolsados
R$ 500 mil, rateados entre as empresas associadas. Frazatto
diz que a entidade trabalha para agregar ao projeto o dobro
dos atuais participantes, mas isso vai exigir a ampliação
da central de controle do Movimento.
Câmeras
O sistema de segurança consiste em uma rede de monitoramento
das ruas, composta por alarmes e câmaras de vídeo instaladas
em postes no perímetro interno de edifícios da região. Para
dar suporte a esse trabalho, mais de mil agentes de portaria
e de segurança, que atuam em empresas locais, estão sendo
treinados para que possam somar esforços junto com a Polícia
Militar e inibir a criminalidade.
No
momento já foram instaladas nas ruas 16 câmeras - a meta é
dispor de 64 - interligadas por meio de banda larga de dados
conectados à central de segurança da sede do Movimento Colméia
e a um servidor com gravação 24 horas. Diante do monitor,
qualquer tentativa de invasão de um imóvel é imediatamente
percebida. As câmeras também podem ser acionadas via Internet.
Da central, a ronda comunitária de |patrulhamento do bairro,
que circula dia e noite é acionada, caso seja observada qualquer
anormalidade. Se necessário a Polícia Militar é também chamada.
Frazatto
frisa que a entidade não tem condições de acabar com a criminalidade
no bairro, nem é essa a sua pretensão, mas quer dificultar
ao máximo qualquer tipo de delito, para ajudar a melhorar
a qualidade de vida de quem mora e trabalha na região.
Ele
ressalta ainda que a intenção não é a de substituir o papel
das autoridades públicas, de garantir a segurança da população,
e criar um poder paralelo "Queremos trabalhar em conjunto,
fazer o que estiver ao nosso alcance", ponderou.
O
trabalho desenvolvido pela organização tem sido reconhecido.
Associações de outros bairros da cidade têm mostrado interesse
no esquema de segurança desenvolvido na Vila Olímpia. Outras
cidades também já mantiveram contato para saber mais detalhes
sobre a iniciativa.
Quando
entrar na segunda fase do projeto, o Movimento quer abranger
a área total da Vila Olímpia e realizar parcerias com bairros
vizinhos, como o Itaim Bibi, por exemplo, e regiões próximas
com grande densidade comercial, como é o caso da Avenida Engenheiro
Luiz Carlos Berrini, no Brooklin Novo.
A
Vila Olímpia conta com 328 estabelecimentos comerciais e de
serviços. Com 8 mil moradores e população flutuante de 23.300
mil habitantes, o bairro tem vida noturna movimentada, com
diversos restaurantes, bares e casas de espetáculos.
Serviço
de Consulta NA300
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