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tera 13 de outubro de 2015, por: Equipe Merkado

Bruno Faucz: um criativo que materializa a informação

“Absolutamente fundamental, design não é apenas estética. Independentemente de ser feio ou bonito, sempre há design, seja ele através de um processo consciente ou inconsciente. Quando existe um pensamento de criação, de projeto, existe design.” Assim o designer Bruno Faucz define a importância do design de produto, seja qual for ele.
Segundo ele, design é um processo, é uma atividade que permeia vários campos do conhecimento. Um designer precisa considerar vários fatores para conceber uma peça: tecnologia, uso do objeto, público, mercado, psicologia, entre outros, ou seja, design é baseado em informações. Por isso ele defende que design é a materialização da informação. “Obviamente a estética é importante, ela é definida basicamente pelo conjunto de informações, passando por valores emocionais, necessidades de uso e formas definidas, por exemplo, pela ergonomia”, considera.
Adepto de que o design precisa estar alinhado com produção e mercado, ele alerta sobre a necessidade de o profissional vivenciar a realidade de ir às lojas e entender o público consumidor, bem como conhecer as técnicas produtivas, explorando ao máximo as matérias-primas disponíveis e as qualidades do fabricante, para que ele evite apresentar projetos inviáveis.
Formado em Design de Mobiliário e Pós- graduado em Design de Produtos, Bruno conta que quando precisou decidir o que iria estudar, sua única certeza é que seria na área criativa. No final do primeiro ano de curso, ele ingressou em uma fábrica de móveis do polo moveleiro de São Bento do Sul, norte de Santa Catarina e sua cidade natal, onde permaneceu trabalhando por 7 anos. Foi lá que ele teve a oportunidade de viajar por todo o Brasil, conversando com lojistas, entendendo suas necessidades e conhecendo o público consumidor, pesquisa que denominou “o momento de compra”. Além disso, pode vivenciar intensamente o funcionamento de uma indústria, aprendendo como um projeto é executado, o que ele causa na produção e como é comercializado.
Essa experiência lhe proporcionou a base necessária para que, em março de 2013, ele iniciasse seu Studio com o fechamento de algumas parcerias. “Coisas muito legais começaram a acontecer”, lembra o designer. Alguns de seus trabalhos ganharam muita mídia. Um deles – a poltrona Canela – foi selecionado para o livro “Design Brasileiro de Móveis”, que reúne as principais poltronas, cadeiras e bancos do desenho nacional de 1928 até 2013.

 

 

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