|
Atualmente são muitas as alternativas para uma iluminação que seja, ao mesmo tempo, econômica, funcional e que destaque a beleza dos ambientes.
Oportunamente falaremos sobre lâmpadas fluorescentes compactas eletrônicas, que substituem diretamente as lâmpadas incandescentes comuns, sem adaptações, por terem soquetes iguais, de rosca E-27, sendo conhecidas como residenciais. Existem outros motivos que as fazem ser assim chamadas, mas será assunto para um próximo artigo.
Desta feita, esclarecemos que os conceitos quanto a conforto ambiental, temperatura de cor, economia de energia, não são privilégios das lâmpadas fluorescentes compactas eletrônicas e que existem muitos outros tipos de fluorescentes compactas que podem iluminar de forma bem mais eficiente e até com maior funcionalidade. Na verdade, no tempo do “apagão” em 2001, o Governo insistia muito nas fluorescentes compactas eletrônicas, como se apenas elas fossem econômicas, quando na realidade as compactas convencionais proporcionam uma economia bem maior e constataremos neste artigo.
Abordamos, então, as fluorescentes compactas convencionais, inclusive corrigindo um grande erro na instalação das mesmas, muito comum no dia-a-dia, que é a utilização incorreta do tipo de reator.
Fluorescentes Compactas Duplas - São lâmpadas que utilizam soquetes e reatores separados e que para iluminação de grandes ambientes, como lojas, shopping center e todo o local onde se requer a luz fluorescente, são as mais indicadas, especialmente porque são economicamente mais viáveis, pois ao queimar a lâmpada, troca-se apenas ela, ficando o reator e o soquete, enquanto que no caso das eletrônicas, o conjunto todo tem de ser trocado, por ser peça única. Outro importante detalhe é que enquanto nas eletrônicas, o fator de potência não pode ser corrigido, no caso das duplas convencionais, podem ser normalmente corrigidas em seu fator de potência, com a instalação do capacitor correspondente.
As mais usadas são nas potências de 18W e 26W instaladas normalmente em refletores cilíndricos, com alojamento para duas lâmpadas, fazendo uma excelente iluminação geral, com característica difusa.
Fluorescentes Compactas Triplas – Com as mesmas características das duplas, mas com a vantagem de serem ainda mais compactas e em potências maiores, como por exemplo, 32W e 42W, aumentando o fluxo luminoso com o mesmo tamanho de luminária. Podemos instalar uma fluorescente compacta tripla de 32W, no lugar de duas duplas de 18W, como fluxo luminoso semelhante.
Redução do tamanho das fontes de luz é uma realidade nos modernos sistemas de iluminação.
Dois Pinos ou Quatro Pinos - Os dois tipos acima – compactas duplas e triplas, existem em duas versões, sendo a de dois pinos para a utilização de reatores eletromagnéticos convencionais e as de quatro pinos que utilizam reatores eletrônicos específicos.
Sabemos da eficiência e das vantagens da utilização de reatores eletrônicos de alta performance e alto fator de potência, mas temos que ter muito cuidado, pois sabemos de inúmeros casos em que são instalados reatores eletrônicos em lâmpadas com dois pinos. Lâmpadas fluorescentes compactas de dois pinos não podem ser instaladas com reatores eletrônicos, pois essas lâmpadas já possuem em sua base um starter e, sendo o reator eletrônico um starter natural, esse sobre trabalho, acaba reduzindo drasticamente a vida da lâmpada, pois a corrente é desproporcionalmente elevada causando acidentes elétricos e até – pasmem - princípio de incêndio.
É muito comum ouvir-se a exclamação: ‘’Tenho instalado lâmpadas fluorescentes compactas duplas ou triplas de dois pinos, com reatores eletrônicos e acendem normalmente’’. A isso respondo com a expressão: ‘’acende, mas não funciona’’. Uma coisa é a lâmpada acender e outra é funcionar plenamente até o final de sua vida útil. Costumo dizer que a lâmpada fluorescente é volúvel, acende com muita facilidade, até sem eletricidade, mas para que preserve todas as suas características, tem que utilizar os equipamentos corretos.
Então fiquemos atentos:
- Lâmpadas fluorescentes compactas de dois pinos - Reatores magnéticos
- Lâmpadas fluorescentes compactas de quatro pinos - Reatores Eletrônicos.
Com a instalação correta, as lâmpadas fluorescentes compactas duplas ou triplas proporcionam ótima iluminação com economia de energia na faixa de 80%, podendo ser usadas tanto na iluminação comercial, como residencial, pois tem acabamento com pó tri-fósforo que resulta numa ótima reprodução de cores, na faixa de 85%, com temperaturas de cor mais branca (4.000K) e mais amarelada (2.700K), sendo que nesta última se assemelha a cor das lâmpadas incandescentes e são indicadas para locais internos, onde se quer um clima de conforto e relaxamento, enquanto que as de 4.000K prestam-se bem para ambientes comerciais e de trabalho.
Há que se levar em conta também quando se opta por fluorescentes compactas convencionais, quanto a sua vida útil, que não devem ser inferior a 8.000 horas, para que efetivamente se concretize uma boa economia de energia.
Note-se que com raras exceções, as eletrônicas comercializadas atualmente ficam entre 3.000 e 6.000 horas de vida mediana.
Importante também é ter cuidado quanto a temperatura de cor, que não deve ser superior a 4.000K e sempre com IRC acima de 80. Lâmpadas acima de 4.000K, muito brancas, normalmente sem pó tri-fósforo, parecem que iluminam mais, mas na realidade apenas ofuscam mais e com péssima reprodução de cores – IRC abaixo de 70.
Manutenção: Quando da troca de lâmpadas, deve-se colocar de mesma marca ou no mínimo de mesma temperatura de cor, para que o ambiente fique harmônico, como foi originalmente concebido no projeto. O grande inimigo de um projeto de iluminação, por vezes é quem vai trocar as lâmpadas queimadas, pois quando não conhece adequadamente o produto, coloca outra marca ou outra cor e o carnaval está completo, liquidando com o ambiente.
Levando-se em conta os detalhes, respeitando-se as características de instalação e funcionamento, teremos uma iluminação efetivamente econômica, funcional e bela.
|